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O principal instrumento de acesso ao inconsciente, na clínica junguiana é o sonho, por isso Jung deu tamanha importância aos sonhos, que toda a sua vida foi norteada pelas reflexões sobre o que lhe acontecia nos bastidores da psique.


Ele diz, não com essas palavras, que nós criamos símbolos para representar conceitos daquilo que não podemos compreender completamente, isso de forma consciente, mas que também produzimos símbolos, inconscientemente, na forma de sonhos, por não conseguirmos explicar, nem entender o complexo mundo à nossa volta.


Como arteterapeuta, se você quiser conhecer mais a respeito do funcionamento da mente humana, e aumentar o alcance da sua visão e audição sobre um caso clínico, colete os sonhos dos seus clientes.


Na arteterapia, os sonhos funcionam como amplificadores, verdadeiras lupas sobre a situação psicológica do indivíduo, que revelam as verdades por trás das convicções e achismos trazidos para a sessão.


Durante o processo criativo com pintura ou com o argila, por exemplo, há certos acontecimentos de que não tomamos consciência, pois ocorrem abaixo de seu limiar. Sabemos que algo está acontecendo, pois temos uma fotografia, uma produção simbólica do acontecido ,porém uma parte foi absorvida subliminarmente.


Sobre esses acontecimentos, Jung diz que ?só podemos percebê-los em algum momento de intuição, ou por um processo de intensa reflexão que nos leve à subsequente compreensão de que devem ter acontecido?.


É interessante como ele diz que temos uma espécie de ?segundo pensamento? que brota do inconsciente, mais tarde, às vezes como imaginações espontâneas, mas geralmente aparecem na forma de sonhos.


Aqueles acontecimentos que não vimos se transformam em imagens simbólicas nos sonhos, ganham vida e integram o drama onírico assumindo nomes, formas, dinâmicas etc. de forma que , ao decifrar um sonho teremos, por assim dizer, a outra parte do símbolo que ficou inacessível na sessão.

Que tal observar e anotar seus sonhos?

Um Abraço!