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Você sempre acreditou que interpretar um desenho fosse algo complicado, certo?

Mas eu lhe garanto que não é!

Se você observar os três pontos a seguir, facilmente encontrará pistas para interrogar o seu cliente e assim abrir a caixinha de diálogos.


1 - O que é central no desenho?

As imagens nessa posição, na maioria das vezes, indicam o que está no núcleo do problema, ou o que é mais importante para o indivíduo, segundo Greg M. Furth.

Nas minhas experiências com o desenho em Arteterapia, inclusive com as crianças, noto que aquelas figuras humanas, cores ou formas abstratas que povoam o centro do papel são as protagonistas do conflito que está causando a queixa. É a partir delas que puxamos, por assim dizer, as perguntas e fazemos as associações com a vida do cliente.


2 - O tamanho das figuras humanas  e dos objetos - devem ser sinalizadas quando surgirem figuras desproporcionais ao todo do desenho ? chamando a atenção, pois estão sinalizando para situações de dominação quando muito grandes ou inferiorização quando muito pequenas.


3 - As distorções em algumas partes do corpo no desenho de autorretrato podem fazer alusão a algum problema físico que precisa ser investigado. É importante pedir que o autor do desenho fale a respeito do que desenhou, como aconteceu a distorção e, prestando-se muita atenção ao discurso, pode-se fazer perguntas e colher informações valiosas para fazer associações.


Viu com é tranquilo abordar o desenho na sessão?

Um abraço!