Natal Quadrienal: Um Manifesto pelo Fechamento de Ciclo Autêntico

Se você busca uma reflexão sobre Fechamento de Ciclo Autêntico neste fim de ano, este texto é para você.
É chegada aquela época! Não me refiro ao calor insuportável de dezembro, mas ao fechamento de ciclo que nos atinge como um raio de sol no meio da cara. O ano termina e, com ele, a certeza matemática de que aqueles 365 dias, com todos os seus erros e acertos, foram um ato único na peça da vida. Não se repetem.
Lembro-me do ano como uma dança. Cada gesto, cada movimento ? das vitórias aos tropeços ? não se cristaliza no ar, é verdade.
Mas fica, flutuando na memória, no coração, feito doce lembrança. O tempo é o único que ousa pegá-lo, devagar, e o leva para longe.
Eis a questão que fica martelando enquanto as luzes piscam: O ano foi o ato. O que vem a seguir?
Aí chegam as festas.
As músicas, as luzes, as mensagens padronizadas. E para mim, sempre há uma dose cavalar de nostalgia. Não é tristeza, mas aquela sensação de "eu já estive aqui, e o sentimento é o mesmo", que às vezes beira, confesso, o tédio.
Deus me livre de ser o Grinch da mesa de Natal, mas a gente nota, não nota? Aquela alegria exibida que exige um esforço físico e emocional considerável. Não é todo mundo, claro, mas muita gente está apenas fingindo para ficar confortável. É o protocolo. É a convenção social.
Pensando bem, Natal bem que poderia ser uma Olimpíada: acontecer a cada quatro anos. Seria mais exclusivo. Menos desgastante. Teríamos tempo de acumular histórias, perdas e aprendizados realmente novos para ter o que celebrar.
Mas, cá estou eu, escrevendo isso. Era para ser uma mensagem de paz, de Feliz Natal, de boas festas e panetone.
Será que este texto é um manifesto contra o Natal? Longe disso. É apenas um apelo à autenticidade.
É um convite para que, neste encerramento de ciclo, a gente sinta o que tiver que sentir, sem o peso da obrigatoriedade do sorriso.
Que o próximo ato da sua vida seja leve, sincero e, acima de tudo, autêntico.
E você, como sente o final de um ciclo? Essa época traz mais nostalgia, tédio ou euforia? Compartilhe nos comentários qual é a sua Sombra do Confete ou qual a Mandala que você está pronta para integrar. Quero ler as suas reflexões!